Eu não quero um mundo de cimento.
Não quero um tempo de relógio
E nem um sono de bebida.
Não preciso do norte de ninguém!
Minha bússola vai ao leste sem hesitar.
Ou quem sabe ao sul, talvez ao céu?
Minhas paredes são o vento nos cabelos.
Meus pés são de areia.
Minha música, de mar.
Para que viver em prosa e sonhar em versos?
Cada estrofe é um suspiro.
Todo instante é um gole de beleza - até cair!
E cada gesto de amor é olhar atento e sonhador
Pela janela do infinito.
quarta-feira, 28 de abril de 2010
Meu Nome
Sonhava em ter um nome de rei. Ouvir me invocarem com deferência.
Mas o tempo correu e os sonhos de menino envelheceram. Não morreram, mas envelheceram. Ora, se me concedessem um desejo quando criança - qualquer desejo - talvez eu pedisse um brinquedo novo, daqueles que nunca pude comprar. Pouco tempo depois, nas curvas da adolescência e à beira de um adulto, "minha vida por um carro"! Hoje, só quero uma virtude.
Sem virtude, que me chamem Dom ou Majestade, não importa! Será de boca! Só um homem virtuoso inspira emoções verdadeiras. E não é com reverências que o saúdam, mas com o próprio suor, na esteira do exemplo. Ah, que sonho: inspirar a humanidade!
Mas como dar esperança e não tê-la em mim? Carrego apenas palavras. Um deus de lábios, enquanto o templo de Deus é um coração.
Martin Luther King tinha um sonho. E um negro governa o seu país.
Também eu tenho um sonho.
Um dia, antes que essa vida me escape, conquistarei uma virtude. E quando cruzar de joelhos a trilha que iniciei como uma notícia, direi:
"Senhor, não te vi com meus olhos, mas te busquei na palavra amor. Na caridade. Na justiça.
"Não tive um nome de rei ou de apóstolo, mas dei minha vida ao nome que me deram. E hoje, se me pronunciam, alguém deixa de morrer à fome, e lhe afugentam o frio com um abrigo e não mais cruzará a vida em uma calçada!
"Meu nome é um órfão ter pai! É uma criança na escola! É todo caído receber auxílio!
"Meu nome é Teu Servo. Teu Filho.
"Enfim, sou Digno.
"Estas lágrimas nas mãos falam por mim."
Mas o tempo correu e os sonhos de menino envelheceram. Não morreram, mas envelheceram. Ora, se me concedessem um desejo quando criança - qualquer desejo - talvez eu pedisse um brinquedo novo, daqueles que nunca pude comprar. Pouco tempo depois, nas curvas da adolescência e à beira de um adulto, "minha vida por um carro"! Hoje, só quero uma virtude.
Sem virtude, que me chamem Dom ou Majestade, não importa! Será de boca! Só um homem virtuoso inspira emoções verdadeiras. E não é com reverências que o saúdam, mas com o próprio suor, na esteira do exemplo. Ah, que sonho: inspirar a humanidade!
Mas como dar esperança e não tê-la em mim? Carrego apenas palavras. Um deus de lábios, enquanto o templo de Deus é um coração.
Martin Luther King tinha um sonho. E um negro governa o seu país.
Também eu tenho um sonho.
Um dia, antes que essa vida me escape, conquistarei uma virtude. E quando cruzar de joelhos a trilha que iniciei como uma notícia, direi:
"Senhor, não te vi com meus olhos, mas te busquei na palavra amor. Na caridade. Na justiça.
"Não tive um nome de rei ou de apóstolo, mas dei minha vida ao nome que me deram. E hoje, se me pronunciam, alguém deixa de morrer à fome, e lhe afugentam o frio com um abrigo e não mais cruzará a vida em uma calçada!
"Meu nome é um órfão ter pai! É uma criança na escola! É todo caído receber auxílio!
"Meu nome é Teu Servo. Teu Filho.
"Enfim, sou Digno.
"Estas lágrimas nas mãos falam por mim."
domingo, 4 de abril de 2010
Um soneto para ti
Não fosse tão humano e tolo,
Faria tudo por teu afeto merecer.
E mesmo do Éter tornaria concreta
A loucura terna que me fazes padecer.
Fosse eu um deus e o cosmo teu seria!
Uma estrela ofuscaria o sol do meio-dia
E pintaria o céu a cada passo teu:
Ora prata, ora ouro. Prata. Ouro. Prata. Ouro...
Fosse a própria natureza obra minha,
Teriam teu cheiro as pétalas das rosas
E a melodia que em tua pele se dedilha.
Fosse eu mais tolo que humano - um poeta!
À tua essência viveriam meus versos:
Imortais como o amor que te dedico.
Faria tudo por teu afeto merecer.
E mesmo do Éter tornaria concreta
A loucura terna que me fazes padecer.
Fosse eu um deus e o cosmo teu seria!
Uma estrela ofuscaria o sol do meio-dia
E pintaria o céu a cada passo teu:
Ora prata, ora ouro. Prata. Ouro. Prata. Ouro...
Fosse a própria natureza obra minha,
Teriam teu cheiro as pétalas das rosas
E a melodia que em tua pele se dedilha.
Fosse eu mais tolo que humano - um poeta!
À tua essência viveriam meus versos:
Imortais como o amor que te dedico.
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