Hoje acordei com os olhos ainda fechados, querendo sentir algo mais - além da ausência.
São dias assim que me deixam de mão no queixo, olhando um horizonte perdido no tempo, à espera de um sorriso.
Não é nada afinal. Nada demais. Nenhuma doença crônica, febre, depressão ou covardia. É o calafrio. O bater dos dentes quando a brisa da solidão me engolfa a alma.
E é então que percebo as algemas que me submetem à falta de fantasia, ao império de uma realidade que mais parece um sonho tedioso e infinitamente pessoal.
Deus! São dias assim que me fazem querer voar pra bem longe de mim mesmo e bem juntinho dela. Pra pegá-la em meus braços e sentir seus lábios na minha testa. Deslizar seu corpo até que minha boca morda bem de leve o seu queixo e minhas mãos a conheçam novamente.
E isso apenas aumenta mais a noção de que estou só, no mundo desse momento, nesse meu inverno.
Minha saída é me abraçar ao violão e dedilhar algumas lágrimas, sussurrando aos meus próprios ouvidos a enorme e vazia dor da solidão.
Tentando sufocar a vontade, tão irresistível quanto impossível, de voar feito um passarinho e libertar meu canto doce bem ao pé do seu ouvido.
sexta-feira, 15 de abril de 2011
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Passei o dia a te esquecer
Acordei cansado, mal dormindo de não pensar em ti
E caminhei por ruas sem nome, olhando casas sem número
E não pensando em ti
Mas me peguei aos prantos
Meus prantos de ti
E olhei com raiva o telefone
Do qual não queria uma ligação tua
Mas que sempre me fisgava o olhar
Ao sabor de um silêncio de coisas mortas
Da lenta asfixia da esperança
Escrevi apagando versos que outra vez te fiz
E vou deixando de escrever a qualquer fim
E de cantar e amar a vida simples e bela das rosas
Porque me perdi na ferrugem de mim mesmo
Porque passo os dias a me esquecer de ti
Até recomprei meu livro mais querido
Que te esquecendo o havia perdido
E logo o abri na página mais lida
Naquela que me fazia sorrir
Mas então sofri... me falou de ti.
Marquei nela o nome que meus lábios te deram
Pra me guardar que ali só há um beijo de adeus
O livro, é claro, perdi-o novamente
Que é pra ver se um dia de fato te esqueço
Sem pra isso pensar em ti o dia inteiro.
E caminhei por ruas sem nome, olhando casas sem número
E não pensando em ti
Mas me peguei aos prantos
Meus prantos de ti
E olhei com raiva o telefone
Do qual não queria uma ligação tua
Mas que sempre me fisgava o olhar
Ao sabor de um silêncio de coisas mortas
Da lenta asfixia da esperança
Escrevi apagando versos que outra vez te fiz
E vou deixando de escrever a qualquer fim
E de cantar e amar a vida simples e bela das rosas
Porque me perdi na ferrugem de mim mesmo
Porque passo os dias a me esquecer de ti
Até recomprei meu livro mais querido
Que te esquecendo o havia perdido
E logo o abri na página mais lida
Naquela que me fazia sorrir
Mas então sofri... me falou de ti.
Marquei nela o nome que meus lábios te deram
Pra me guardar que ali só há um beijo de adeus
O livro, é claro, perdi-o novamente
Que é pra ver se um dia de fato te esqueço
Sem pra isso pensar em ti o dia inteiro.
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