terça-feira, 14 de julho de 2015

Volta Logo

Foi como ter um sonho
Animado por muitos planos
E um sem-número de nomes
Um sonho desses que não vêm todo dia

Suaves como o beijo roubado de uma fada

Mas tão frágil ele era
Que a noite o levou de volta
E na cama vazia me deixou apenas os nomes
Embrulhados no pano frio da saudade
Vazia
Tão vazia a casa da alma,
Que mais parece um mausoléu de gente sem família
Erguendo-se confuso no cemitério da fé caída
Das esperanças perdidas

É preciso começar o dia
Recomeçar a vida
Há algo de novo
Nesse universo de pálpebras cerradas

Um anjo pousou de repente
E de leve no meu colo
Como um aroma divino sobre o pântano
Um canto gentil na madrugada

E também de repente o que estava perdido
No deserto do meu peito voltou a bater
Como se me caísse de surpresa
Uma lágrima

Agora, que a grande questão
Possa não ser o ser ou o não ser
Não importa
Nada mais importa

Só a tua vida
Que brota da minha
Só a tua vida
Que me bate à porta