quarta-feira, 20 de março de 2013

Considerações



A noite já se entrelaçou ao dia
O silêncio vai tomando corpo enquanto
A alma se recolhe a meditar

Cada coração que bate na Terra agora
Padece de alguma dor
Quantos sonhos habitam o espaço misterioso
Que se alonga além dos olhos?

As ilusões desfeitas de hoje são as cinzas
Que vão fertilizar o solo das futuras realizações?

Há um sentido em tudo. Tem que haver
Mas permanece escondido, a fim de que te
Animes a encontrá-lo sozinho

É isso o destino? Fatalidade?
Fragilidade

O ser humano é a folha que se vê árvore
Mas cai à toa
E se deixa levar pelo vento
Ao sabor das circunstâncias

E quando a hora chega e ela chega para todos
Quando a lágrima irrompe como a única ação possível
Eu-homem, tragado pelo movimento do universo
Indago se não sou menos que a folha

Apenas uma idéia solta pelo ar

To com saudade da poesia




Acho que é o meu real refúgio
O abrigo da alma sonhadora
Trincheira de um coração desiludido
Que bate ainda e não desiste - tão triste!


Esquecido por um tempo que já não é mais
Época perdida na infância da alma
Quando ainda o universo era um mistério
E mostrava, o seu infinito, um tudo feito de segredos


Sinto falta de quando era mais possível que real
A esperança longe da Física
A fé pulsante em estrelas vivas


E tudo, absolutamente tudo - eu inclusive
Era um fruto da fantasia de um menino-deus
Pulando e brincando feliz no jardim da vida