quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Em Nome do Pai

Em nome do Pai eu peço
Que me perdoem a autoimune insapiência do viver
Por sempre amar como nada um pato novo
E carregar na alma junto com as flores também as dores

Em nome do Pai eu peço
Que observem e amem as crianças
E as afastem do adulto medíocre de amanhã
O que não sabe mais o que é infância

E perde o que mais se deveria amar no ser humano
O milagre de sonhar a realidade
Ter o eterno como a brincadeira
E o infinito como o próximo segundo

Em nome do Pai eu peço
Que na valsa da morte eu me despeça de olho firme
E na viagem me destinem um lugar simples
Que não seja um paraíso mas um jardim

Onde eu possa andar entre a beleza
Sem medo de que algo me usurpem
E me arranquem do espírito a paz
Exigindo aparências, condutas, cortejos

Em nome do Pai no fim eu peço
O silêncio
Brasão das almas que sabem
O exato valor do sorriso e da lágrima