Não te prometo o tempo todo
Que ninguém sabe o tempo que se tem
Mas te garanto minha posse, meu reinado como um todo
No momento em que for teu – serei de mais ninguém
E se acabar este segundo
Nem por isso fiques triste ou - pior! - magoada
Pois meu passado não se apaga nem se perde no olvido
É folha escrita e arquivada no diário do universo
E assim tua lembrança para sempre ficará
Na terra do meu desejo, qual brasa ainda acesa
E o punhal da tua saudade se abrigará em meu coração
Bebendo dele toda lágrima sem nunca matar a sede
segunda-feira, 19 de março de 2012
sexta-feira, 9 de março de 2012
Segredo
E foram rosas e lágrimas
Abraços de um aperto gravitacional
Um universo paralelo só nosso
Por mais que o tempo saia por aí agora
Transformando realidade em lembrança
Teu olhar em qualquer multidão reconheço
Que toda a vida nossa ainda existe em algum sonho
Numa ponte entre duas infinitas solidões
O abrigo perfeito para o mais doce dos segredos
Abraços de um aperto gravitacional
Um universo paralelo só nosso
Por mais que o tempo saia por aí agora
Transformando realidade em lembrança
Teu olhar em qualquer multidão reconheço
Que toda a vida nossa ainda existe em algum sonho
Numa ponte entre duas infinitas solidões
O abrigo perfeito para o mais doce dos segredos
segunda-feira, 5 de março de 2012
Amigo II
Foi difícil te encontrar, se foi
E quando te encontrei, não ficou mais simples
Eram tantos fatores que precisavam de ajustes
Tantos segredos a serem descobertos em nossos cosmos
- Cada amizade decretada é uma tremenda vitória!
E então te passei a escritura de uma unidade do meu coração
Edifício povoado, mas com a melhor vizinhança possível
E me pego sempre a observar as janelas acesas – um espetáculo!
Quase tão belo como o céu e suas estrelas
(Obviamente, a comparação é justa só pra mim)
Mas vem essa grandeza universal absurda, essa tal de VIDA,
Simplesmente revirando tudo entre os dedos
Jogando presentes e futuros de mão em mão
E assim vejo meus amigos cansados, desiludidos
Querendo fugir no tempo, no espaço, na existência
A vontade que me dá é de resolver tudo
Mas descubro a minha impotência perante a VIDA
E só o que posso fazer é te berrar
-Desce pro play!
E fazer uma festa noite adentro
Porque o meu maior pavor é ver tua luz apagada
E tua casa vazia no meu peito
Que outras janelas estarão acesas e muitas outras surgirão
Mas aquele pontinho escuro, teu lar, será minha dor
Já que a saudade ocupará o teu lugar.
E quando te encontrei, não ficou mais simples
Eram tantos fatores que precisavam de ajustes
Tantos segredos a serem descobertos em nossos cosmos
- Cada amizade decretada é uma tremenda vitória!
E então te passei a escritura de uma unidade do meu coração
Edifício povoado, mas com a melhor vizinhança possível
E me pego sempre a observar as janelas acesas – um espetáculo!
Quase tão belo como o céu e suas estrelas
(Obviamente, a comparação é justa só pra mim)
Mas vem essa grandeza universal absurda, essa tal de VIDA,
Simplesmente revirando tudo entre os dedos
Jogando presentes e futuros de mão em mão
E assim vejo meus amigos cansados, desiludidos
Querendo fugir no tempo, no espaço, na existência
A vontade que me dá é de resolver tudo
Mas descubro a minha impotência perante a VIDA
E só o que posso fazer é te berrar
-Desce pro play!
E fazer uma festa noite adentro
Porque o meu maior pavor é ver tua luz apagada
E tua casa vazia no meu peito
Que outras janelas estarão acesas e muitas outras surgirão
Mas aquele pontinho escuro, teu lar, será minha dor
Já que a saudade ocupará o teu lugar.
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