Estou...
Há um tempo que ignoro
Assim como o amanhã
Seria isso o ser?
Talvez seja demais esperar
Não que tudo seja estático
Mas esperar que toda mudança
Te agrade é sinal de infância
E criança já não estou
?
Então mudamos. Fato
E o paradoxo da vida te assalta
Quando as novas células se olham
No espelho e vêem o passado
Novamente ali. Exposto. Escondido. Ignoradamente novo
Como o sol que brilha nesse outono
Exatamente o mesmo dos invernos passados
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Continuo
Em tudo posso ver o azul que me envolve
Abraço, beijo e colo divino a me embalar
Paterno e Absoluto, Justo e Bom
Na tarefa difícil de me manter de pé
Mesmo quando a luta só me quer deitado
Submisso à enormidade que me pesa aos
Ombros frágeis, quando, só, enfrento a vida e
Ela me bate sem dó, na sádica tortura do dia
Após dia após dia após dia
Em tudo posso vê-lo, na perene e plácida fluidez
Do universo infinito, em meio a buracos-negros e supernovas
Explodindo, morrendo, surgindo, mudando e permanecendo
Existindo.
É quando percebo a mensagem que me envia
Dos confins do universo, aqui do lado:
O céu continua azul no tempo e no espaço
Acima das nuvens e depois delas
Assim como algo em mim também continua
Abraço, beijo e colo divino a me embalar
Paterno e Absoluto, Justo e Bom
Na tarefa difícil de me manter de pé
Mesmo quando a luta só me quer deitado
Submisso à enormidade que me pesa aos
Ombros frágeis, quando, só, enfrento a vida e
Ela me bate sem dó, na sádica tortura do dia
Após dia após dia após dia
Em tudo posso vê-lo, na perene e plácida fluidez
Do universo infinito, em meio a buracos-negros e supernovas
Explodindo, morrendo, surgindo, mudando e permanecendo
Existindo.
É quando percebo a mensagem que me envia
Dos confins do universo, aqui do lado:
O céu continua azul no tempo e no espaço
Acima das nuvens e depois delas
Assim como algo em mim também continua
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Poema de Saudade
Não! Não vou dizer que sofro
E muito menos pedir que voltes
Tenho orgulho
Sufoco meus gemidos
Mas vou escrever teu nome no meu peito
E me crucificar no Largo da Carioca
Às treze horas de segunda. Não. De terça
Todos estão mortos nas segundas...
E quando o vento te levar pedaços dessa alma
Quero que de teus olhos se derrame uma lágrima
- Bem salgada
Por saberes que enfim caí - morto de tua ausência.
E muito menos pedir que voltes
Tenho orgulho
Sufoco meus gemidos
Mas vou escrever teu nome no meu peito
E me crucificar no Largo da Carioca
Às treze horas de segunda. Não. De terça
Todos estão mortos nas segundas...
E quando o vento te levar pedaços dessa alma
Quero que de teus olhos se derrame uma lágrima
- Bem salgada
Por saberes que enfim caí - morto de tua ausência.
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Como se não houvesse mais tempo
Eu te procuro entre velhas memórias
O mais próximo de ti que tenho agora
E tento me apegar a qualquer mínima faísca
Qualquer coisa que acenda e me diga
O quanto estás presente em mim agora e sempre
Como se não houvesse mais tempo
Eu te procuro...
E mesmo que não te encontre
(E volte a ser triste)
Apenas o saber que poderia ter cara e não coroa
Já me deu um tanto de oxigênio pra vida que persiste.
Eu te procuro entre velhas memórias
O mais próximo de ti que tenho agora
E tento me apegar a qualquer mínima faísca
Qualquer coisa que acenda e me diga
O quanto estás presente em mim agora e sempre
Como se não houvesse mais tempo
Eu te procuro...
E mesmo que não te encontre
(E volte a ser triste)
Apenas o saber que poderia ter cara e não coroa
Já me deu um tanto de oxigênio pra vida que persiste.
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