Em tudo posso ver o azul que me envolve
Abraço, beijo e colo divino a me embalar
Paterno e Absoluto, Justo e Bom
Na tarefa difícil de me manter de pé
Mesmo quando a luta só me quer deitado
Submisso à enormidade que me pesa aos
Ombros frágeis, quando, só, enfrento a vida e
Ela me bate sem dó, na sádica tortura do dia
Após dia após dia após dia
Em tudo posso vê-lo, na perene e plácida fluidez
Do universo infinito, em meio a buracos-negros e supernovas
Explodindo, morrendo, surgindo, mudando e permanecendo
Existindo.
É quando percebo a mensagem que me envia
Dos confins do universo, aqui do lado:
O céu continua azul no tempo e no espaço
Acima das nuvens e depois delas
Assim como algo em mim também continua
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