Estou...
Há um tempo que ignoro
Assim como o amanhã
Seria isso o ser?
Talvez seja demais esperar
Não que tudo seja estático
Mas esperar que toda mudança
Te agrade é sinal de infância
E criança já não estou
?
Então mudamos. Fato
E o paradoxo da vida te assalta
Quando as novas células se olham
No espelho e vêem o passado
Novamente ali. Exposto. Escondido. Ignoradamente novo
Como o sol que brilha nesse outono
Exatamente o mesmo dos invernos passados
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