Queria viver no tempo a que pertenço,
Quando o mundo ainda não era de concreto,
Os carros tinham vida e quatro patas
E cada chapéu, nas ruas, se saudava.
Quanta falta me faz esse tempo que não recordo!
Tudo hoje é tão agressivo e plano!
Cadê o charme do mundo? Onde o glamour?
Só o que vejo é máquina, carne e pressa.
Deixaram para trás as flores e o pôr-do-sol,
Ofuscaram as estrelas com luzes fabricadas,
Erradicaram da Terra o meu romantismo.
Ao fim de cada dia só me resta a solidão de suspirar,
Aguardando as damas do céu para a valsa prometida,
Um fóssil cujo tempo não é quando – já foi sem o esperar.
Eu curto a sua poesia!!! e eu curto vc tb!!! Te amo.
ResponderExcluirLing.
Sem problemas, só não pare de escrever.
ResponderExcluirE tenta participar do concurso da ABL também, você consegue escrever um texto de 140 caracteres...
Fernanda.