Onde estás que não te reconheço? Que fizeram de ti?
Só te inculpaste de ter um coração vadio
Apenas anelaste por encontrar um abrigo
Mas não contavas com tanta vilania!
Quanta dor te aflige agora!
Que desespero se apodera de ti!
Mas onde estão as tuas forças?
Roubaram-te a coragem também?
O mais assustador é saber que tu não sofres só.
A humanidade é solidária em padecer na solidão.
Olha em volta!
Mira a agonia de outros como tu, que choram para dentro.
Tuas lágrimas caem por si, mas se unem às outras
No oceano da tristeza comum da dor privativa.
Mas olha de novo! Desta vez, para cima! E ouve:
Há passos nas nuvens!
Tu não gozas do pioneirismo do coração partido.
Outros caíram como tu e estes à tua volta
E prantearam uma dor sem limites, cegos de tormento.
Mas onde estão agora?
Onde estão seus corpos tombados pelo desespero,
Suas almas agrilhoadas no cárcere da solidão? Onde?
Que foi feito daqueles corações despedaçados e humilhados,
Cujos sonhos esvaeceram - ruínas de um império nunca havido?
Eles se ergueram!
Também tu conseguirás fazê-lo!
Não esperes sentir o baque no chão, para te levantares!
Nesse abismo em que mergulhas, não há fundo que te baste:
Só há esta queda perpétua, até que te canses e te ponhas de pé!
Na vida, todos nós apanhamos como Rocky.
Perdem-se as contas das pancadas recebidas
Mas de algo te asseguro: aguarda o sino!
Estarás de pé a gritar o teu amor pela vida!
Porque teu corpo se tomba em nocaute
Mas teu espírito dança como Ali.
Esquiva-se, pula, cruza todo o ringue
E bate ferozmente como Gandhi!
Essa é a tua desforra! A tua vingança!
Tu não és como teus inimigos!
Quebrem-se teus dentes – sorri de volta!
O sorriso hemorrágico do perdão!
Quebrem-se teus braços! Que importa?
Espanca aos beijos! Mata de ternura!
E se te levarem as pernas, não te abales.
Paira acima do despeito e da mágoa!
Porque é só isso que terão de ti:
O gosto ferroso do teu sangue
Mas não o da tua derrota -
Nem física ou moral!
Porque tu padeces da loucura irracional pela vida!
E aos teus inimigos, então, oferece-lhes um aviso:
Que te observem agora de joelhos, pois a visão é breve.
Tão logo te ergas e paires no ar, que te mirem dos pés a sola:
Em letras apagadas verão os próprios nomes gravados -
O único vestígio da chaga que hoje te devora.
Cara, esse texto é muito maneiro!
ResponderExcluirAdorei a parte que diz que os nomes dos inimigos estão escritos nas solas dos nossos pés.
Muito bom, Edu. De verdade.
Fernanda.
É difícil enconTrar luz quando só conSeguimos enxergar ESCuridão...
ResponderExcluirQueria MuiTo ter a Coragem dos que lutam,
a força dos que vencem e a A'legria dos que nunca perdem a esperança... essa de quem é, verdadeiramente, feliz!
Elevar em cada queda é preciso, mas a coragem, às vezes, tarda...
Para tudo existe um momento... o tempo da cura irá chegar!!!
Lindo!!!! ParabénS!!!!!!