domingo, 4 de abril de 2010

Um soneto para ti

Não fosse tão humano e tolo,
Faria tudo por teu afeto merecer.
E mesmo do Éter tornaria concreta
A loucura terna que me fazes padecer.

Fosse eu um deus e o cosmo teu seria!
Uma estrela ofuscaria o sol do meio-dia
E pintaria o céu a cada passo teu:
Ora prata, ora ouro. Prata. Ouro. Prata. Ouro...

Fosse a própria natureza obra minha,
Teriam teu cheiro as pétalas das rosas
E a melodia que em tua pele se dedilha.

Fosse eu mais tolo que humano - um poeta!
À tua essência viveriam meus versos:
Imortais como o amor que te dedico.

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