Não são raras as vezes em que nos sentimos no topo
Julgamos ter vivido experiências bastantes
Bebido da vida aquilo que podíamos
E nos proclamamos senhores do bom senso e da razão
Mas eis que no caminho surge outra alma
Um rei de outrora caído de sua majestade
Despido de alto a baixo do orgulho aos pés
De coração aberto ao sofrimento
É justo aí que nos damos conta de nossa pequenez
Porque embora tentemos conjurar do éter a sagrada palavra
Ou escavar no rosto o preciso olhar
Tocados pela crueza de uma alma em dor
Apenas os que são de fato grandes
Não se curvam em silêncio
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