sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Ao Céu, obrigado!


Céu doce de novembro!

Tuas nuvens não me desenharam nada, mas compareceram!

É o que conta.

De que me serviriam formas copiadas? Apenas me ativariam memórias: lembranças de outros tempos, vividos com outrem.

Isso te limitaria, ó céu bendito! E como!

Aquilo que o homem não compreende, classifica! Cataloga, delimita, estabelece fronteiras!

Não, Céu! Permanece do jeito que estás: misterioso, ignorado. Pois grande tu és!

Não te ocupes em me dizer coisa alguma. De ti nada compreendo.

Apenas te desnuda aos meus olhos. Me deslumbra!

Tua presença, em silêncio, ignota, é um enigma. Mas é honesta! E adorada!

Não é essa a grandeza de tudo que é belo?

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