Céu doce de novembro!
Tuas nuvens não me desenharam nada, mas compareceram!
É o que conta.
De que me serviriam formas copiadas? Apenas me ativariam memórias: lembranças de outros tempos, vividos com outrem.
Isso te limitaria, ó céu bendito! E como!
Aquilo que o homem não compreende, classifica! Cataloga, delimita, estabelece fronteiras!
Não, Céu! Permanece do jeito que estás: misterioso, ignorado. Pois grande tu és!
Não te ocupes em me dizer coisa alguma. De ti nada compreendo.
Apenas te desnuda aos meus olhos. Me deslumbra!
Tua presença, em silêncio, ignota, é um enigma. Mas é honesta! E adorada!
Não é essa a grandeza de tudo que é belo?
Perfeito, como tudo!
ResponderExcluirGente, meu irmão é um escritor de talento!
ResponderExcluirTô orgulhosa.