domingo, 24 de janeiro de 2010

Promessa

Sou um homem de paz
Com muita guerra por dentro.
A branca pomba na mão
E a espada no peito.

Um chute perfeito! Na trave.
Um premiado livro - em branco.
Uma grande promessa... Nada mais.
Um belo futuro. Um sempre quase.

Só fui herói em minha mente:
Males e catástrofes venci;
Juras e suspiros arranquei;
Velhos e crianças salvei.

Mas, no fim, quando os sonhos tiram férias,
Quando tudo que me resta é o real, só o real,
O herói continua aqui, sempre aqui!
A mente solta, o coração preso!

Para que tanta pena sem tinta, meu Deus?
Tanta vida sem história?
Essa mente nas nuvens, incorrigível!
Esses pés na lama, irremediáveis!

Quando morrer, uma homenagem:
Aqui jaz um escritor de livro algum;
Viajor de mundos em seu leito e
Um grande herói de nada feito.

3 comentários:

  1. É preciso ter muitas reflexões ...

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  2. Já te falei pra publicar os textos...
    Você não me escuta...

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  3. Sinceramente ... o último parágrafo foi muito bem escrito, assim como toda a poesia. Mas uma coisa não concordo ... escritor de livro algum???? Só pq não quer tentar ... eu compraria!!!!

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