Quando me sento, às tardes ensolaradas
Desta vida ainda jovem e tão nublada,
Me vem um desejo louco, uma vontade sombria
De olhar o nada a fundo e compreender.
Por que existe essa membrana invisível,
Essa teia que me prende e submete,
Esperando o ataque anunciado, o golpe iminente
Da besta que sempre me espreita?
Que peso é este que me abate os ombros,
Que me chumba ao solo e me exige, a andar,
Um passo falso, vacilante, da serpente o rastejar?
Quando me sento, às tardes ensolaradas,
A mente voa para o nada aqui dentro
E só não cai a lágrima, porque não a compreendo.
A tarde ensolarada e a vida nublada. Gostei das palavras
ResponderExcluirTá diferenTe... mudou?
ResponderExcluirestá lindo amigo esses textos sobre reflexões gostei abraços
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