Seria suicídio ou destemor comer
algo que há tempos me enoja?
Afrontar o pudor que esse odor me causa
é bravura ou tolice?
Mas não é hora de pão de queijo.
Bravura. Bravos somos todos,
Sob a tonelada de existência e carregados,
transitórios que somos, pela nossa leveza.
Não sou mais o mesmo. Nunca fui.
Mas meu olhar ainda é tão perdido
quanto o da minha infância.
O que mudou foi a idade do espírito,
minha crença na vida e, é claro,
meu estoque de esperança.
Nunca será hora de pão de queijo.
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