Acordei cansado, mal dormindo de não pensar em ti
E caminhei por ruas sem nome, olhando casas sem número
E não pensando em ti
Mas me peguei aos prantos
Meus prantos de ti
E olhei com raiva o telefone
Do qual não queria uma ligação tua
Mas que sempre me fisgava o olhar
Ao sabor de um silêncio de coisas mortas
Da lenta asfixia da esperança
Escrevi apagando versos que outra vez te fiz
E vou deixando de escrever a qualquer fim
E de cantar e amar a vida simples e bela das rosas
Porque me perdi na ferrugem de mim mesmo
Porque passo os dias a me esquecer de ti
Até recomprei meu livro mais querido
Que te esquecendo o havia perdido
E logo o abri na página mais lida
Naquela que me fazia sorrir
Mas então sofri... me falou de ti.
Marquei nela o nome que meus lábios te deram
Pra me guardar que ali só há um beijo de adeus
O livro, é claro, perdi-o novamente
Que é pra ver se um dia de fato te esqueço
Sem pra isso pensar em ti o dia inteiro.
Belo como Sempre!!!!!
ResponderExcluir