Lá no canto (bem no canto) da minha solidão
Jaz esquecida e empoeirada uma velha caixa de sapatos
Repleta de sorrisos e sussurros
Corpos magnéticos e abafados gemidos
E alguns gestos singelos também
Que de tão despretensiosos pararam a Terra
Ou a fizeram andar mais depressa
Desgovernada
Enigmas
Inevitáveis pausas na vida
Tesouros em que ninguém bota preço
Ou tempo
Mas lá no fundo
Sob todas as joias do acervo
Estamos eu e você - escondidos
Pairando no olhar um do outro
Aquele momento em que roubamos a eternidade
E a enterramos no quintal do coração
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