quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Caminhada Turística (crônicas Tchecas II)


17/10/10

Praga.

Saímos do albergue às 10:45 da manhä, em um grupo numeroso. O guia nos levava a um ponto de encontro com os seus colegas, onde os grupos seriam divididos por idioma. Eu e Laura ficamos no English Group.

No caminho, aproveitei para conhecer um pouco mais da minha simpática parceira. Olhos de um precioso azul e negros cabelos ondulados, Laura se formou em Comunicação, mas estudou bastante espanhol, tendo até mesmo vivido no país de Cervantes. Depois, voltou para casa e passou a ganhar a vida como garçonete, o que, segundo ela, era dinheiro grande e fácil. Americanos dão gorjetas generosas. Mas, além da vida, ela queria ganhar experiência. Partiu para a Holanda há um mês, pretendendo ficar mais um ano.

A cidade escolhida foi Den Haag, onde trabalha como au pair de dois gêmeos de dois aninhos. Anjinhos sortudos: Laura é gente boa.

E começamos o tour!

Nosso guia chama-se Justin - americano de Boston (go, Celtics!) - rapaz animado e muito extrovertido. Contou uma história comprida sobre como veio parar em Praga. No final, tudo se resumiu assim: arrumou uma mulher tcheca e foi ficando...

E por falar em história, a capital da República Tcheca dispõe de um passado cheio de dominações e lutas. Boêmios, Luxemburgos, nazistas, comunistas... todos tiveram sua ascensão e queda.

Um cidadão ilustre tem uma estátua bem no meio da principal praça da cidade: Jan Huss. Precursor de Lutero, Huss tentou implantar uma reforma na igreja tcheca e foi queimado vivo.

Outros famosos por aqui são os judeus, que têm até um bairro próprio. Distinção? Digamos que antigamente o bairro era cercado por muros e ficava bem abaixo do nível da cidade, causando a ocorrência de várias enchentes.

Justin nos recomendou uma visita ao museu do judaísmo, porém, como era sábado, eu e Laura combinamos para o dia seguinte.

E a nossa caminhada se encerrou no Castelo de Praga, observando de cima esta poderosa cidade e degustando um delicioso e quente café.

Nem a chuvinha gelada quebrou nosso encanto.

À noite, uma vez mais nos despedimos. Laura foi para os bares; eu, para um concerto na Municipal House. A Filarmônica apresentaria Dvorak.

É a idade...

Até a próxima.

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