06/10/10 - Bruxelas, Grand Place
Bonsoir!
Esta crônica é sobre o idioma que mais se fala por aqui: o francês.
O francês não se explica. É preciso apreciar a língua in loco. Para ilustrar, vou descrever um caso.
Saindo de meu albergue, em uma bela manhã de terça-feira, encontro uma discussão de trânsito: o motorista de um renault e um ciclista. O motivo? Não sei, mas era sério.
"Vous a vous, mu mu vous vus, mus mus je je.."
E o outro responde:
"Vous a vous toujours, jeje mimi, vu vu mu mu..."
Os curiosos interromperam seu caminho e observaram a cena com olhos de vidente de tragédia. A coisa ia ficar feia.
Mas eis que uma sirene interrompeu o tumulto. A polícia chegou. Não contente em ligar a sirene, o policial atacou pelo alto-falante:
"Monsieurs, vous vous mimi, jeje vuvu..."
Abandonei o local antes que ouvisse um "dudu".
Pois é. O que salva o belga é que ele fala holandês também. Língua de pronúncia forte. Mas existe um porém nesses idiomas viris.
Entreouvi uma bronca de mãe para filho em algo que lembrava o alemão. Não sei o que o menino fez, mas eu, em seu lugar procuraria uma Igreja ou qualquer solo sagrado. Aquela mãe não era do bem.
Enfim, o francês fica bem para as femmes.
E por falar em fêmea, um adendo.
O troféu "mulher bonita" vai para uma policial belga que encontrei na rua. Só não tirei uma foto, por medo da cadeia.
Farda colada no corpo quase brasileiro, cabelos loiros e duas safiras delicadas que, por algum mistério da natureza, compunham um olhar tão firme, sério.
Confesso. Tenho uma queda por mulheres de uniforme.
Mas não se preocupem. Foi só um beijo que a natureza roubou de meus olhos. Ela se foi, deixando apenas o gosto na vista.
Agora que termino meu jantar à beira da Grand Place (é, depois que a encontrei, virei assíduo frequentador), já sinto a Alemanha crescer em meu espírito.
Au revoir!
A partir de amanhã, é guten morgen!
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