quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Maturidade (crônicas germânicas II)


10/10/10
Hamburg Hauptbanhoff, DE.

Morgen!

Hoje é um dia 10. Dez do dez de dois mil e dez!
O sol apareceu bem formoso nesta cidade acolhedora. Continuo na casa dos amigos.
O único ponto a ser corrigido é a falta de comunicação com o Brasil. Como faz falta uma cabine telefônica! Tive que visitar a Reeperbahn, aquela rua da perdição, em busca de um meio econômico de falar com a pátria amada. Ledo engano. Ali só há night clubs e sex shops.

Aproveito a oportunidade para algumas considerações sobre minha pessoa (quando se viaja só, é inevitável pensar um bocado em si mesmo):

Tive medo de pisar em Reeperbahn. Evitei o quanto pude. Não queria confrontar uma parte tão feroz de minha natureza. O vício da carne me consome. E assim tive medo.

Mas a saudade da pátria me empurrou para lá, em busca das tais cabines telefônicas.

Assim que me defrontei com os letreiros em neon, anunciando table dancers e outras coisas, estremeci. Contudo, o amor falou mais alto e segui em frente. Ouso dizer que amadureci um pouco. O que para mim já é muito.

Agradeço o apoio de todos e continuo meu caminho por essas terras de branco (salve, pai Joaquim!). Mas é certo que bate em mim um coração bem brasileiro, que chora pelos pedaços que deixou.

Até a próxima! Estou indo para Lübeck!

Auf Wiedersehen!

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