quinta-feira, 21 de outubro de 2010

O turco, a americana e Praga (crônicas tchecas I)


17/10/10

Praga.

Olá! (Não dá para cumprimentá-los em tcheco - faltam vogais a essa língua)

Visitar Praga sempre foi um sonho de criança, mas devo admitir que a primeira impressão não foi das melhores.

Alguma coisa na atmosfera me oprimia o peito. E chovia.

Troquei meu dinheiro e me perdi no câmbio. Dei 50 euros e recebi mais de 900 CZK. Essa diferença é meio mortífera para quem não entende de números. Um passe global de transporte por 3 dias custa 330 czk; uma coca-cola, 15 czk; um yakisoba de "flango" (God save the chinese people), 79 czk. E por aí vai. Nunca sei se estou pagando caro ou não.

Bom, logo que cheguei ao albergue, a situação deu uma melhorada: parece hotel 5 estrelas. E é muito barato mesmo.

Meu dormitório tem 6 camas e, logo que entrei, dei de cara com um turco boêmio: Mehmet. Boa praça, queria me levar para as noites de Praga. Mas estou velho para fazer companhia a um aspirante a garanhão. Inventei uma desculpa e fui passear pela cidade.

Após uma rápida caminhada, encontrei o grandioso National Theatre - quase um palácio à beira do Vtlava. Na diagonal, o Castelo de Praga se impunha, conquistando a paisagem. Meu coração se rendeu: é uma cidade para se guardar no cofre dos olhos.

Voltei ao albergue e conheci mais uma integrante do apartamento 503: Laura Baptist, uma americana que está trabalhando de au pair na Holanda. Simpática, simples e gente boa. Combinamos de fazer a caminhada turística gratuita no dia seguinte.

Despedimo-nos. Ela queria conhecer a noite de Praga. Eu já tinha visto o suficiente para o dia.

Até a próxima.

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